segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ócio do ofício

as mãos sabem o caminho,
as retinas especulam sonhos...
além dos muros da fortaleza
florescem margaridas e inquietações.

o rosto afaga o espinho
a boca se perde na noite,
e o destino
é apenas um remédio sem bula.

em cascatas, o brilho
da manhã fria
invade a cotidiana idade.
nas veias, talvez felicidade,
a incógnita da vida.

o sorriso,
nos tropeços da memória,
enfim uma saída.
o sorriso:
talvez a ilusão mais colorida.
(dez/1999)

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