a flecha impotente
cai sob teus pés, como a última lágrima
deste regato.
e o sangue da ferida acesa
copula
com os alevinos moribundos.
sob o silêncio das pedras,
sob o musgo
pulsa uma cicatriz.
e de sua raiz
germina a comunhão da seca:
árida trilha humana,
que só faz queimar os brotos.
- nem flores, nem memórias -
corroendo o sol tua imagem,
térmitas em raios,
das almas e dos pulmões
cospem seus estragos.
da impotência da flecha
jaz espelho partido,
como o canto dos olhos,
regato seco da beleza humana.
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