sobriamente percebo:
és como vinho!
cada encontro
uma colheita.
misteriosa vindima ,
sutis fragrâncias ,
toques amadeirados ,
frutas vermelhas.
teu corpo exalando
inominados bouquets...
em cada gole.
pés descalços,
fermentações,
aromas febris,
línguas castigadas,
pelo retrogosto da saudade.
branco ou tinto,
dependes de sol...
hormônios em fúria,
dependes de chuva...
sob a luz,
decanto-te lenta...
fugaz,
sorvo-te sem pressa
até a embriaguez.
sabores agridoces,
tua boca tem o martírio
de todas as castas,
de todas as mãos castigadas
pela comunhão das uvas.
e nossa paixão,
taninos em luxúria,
envelhecerá
em leito de carvalho...
até a próxima taça.
Volte, aos poucos, mas volte! Abs
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