sem trégua
sovado
até o esgotamento
massa descansando
fermentando
gavetas, livros,
qualquer lugar
que vigie
o esquecimento
levedando...
como quem puxa uma rede,
caça uma borboleta,
a bateia na areia do rio...
a massa crescida
arestas cortadas
vírgulas
estranhamentos
como quem corta cabelos
tosquia ovelhas
poda arbustos
forno
para isso
existem crepúsculos
noites de lua cheia
paixões desenfreadas
de línguas perdidas
despedidas
para repartir esse pão
é preciso ter fome
sempre
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