, deixo minhas dores no vão das portas, na cabeceira silenciosa, nos bolsos vazios. Teus cabelos presos, teu ventre trêmulo, teus dentes acesos, tudo em frascos pequenos sem tampa. Tudo para não esquecer da dor e do perfume, esse hálito molhado que faz teimar a vida, e suas tantas mortes, nos canteiros, nos jardins secretos da memória.
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