acorrento tempestades,
despeço-me da saudade
que estremece na nadrugada
silenciosa...
em círculos,
catalogo vinhos e flores
em Paris,
na paisagem da parede,
nos quatro cantos do mundo...
das chagas em minhas mãos,
em meu peito grisalho,
nas têmporas,
no esquecimento...
entrego-me ao sonho
dos teus sinais particulares,
nas roupas jogadas,
na tua boca marcada
em copos,
em minha boca,
no abraço furioso
das tardes de outono.
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