quinta-feira, 24 de maio de 2012
paixão, cena 2, tomada 17
a paixão que consome
já teve nome,
dias de pura fome.
bateu ponto
no pronto socorro -
fadas e feridas -
escritas na areia,
na casca das árvores,
dormindo na cadeia,
nos lenços de papel.
cabelos na lua cheia,
abelhas tecendo mel.
a paixão que nos consome
não é fruto que se come
em plena flor -
é suco agridoce -
antes tarde fosse,
se quando acorda
anoitece.
a paixão que nos consome
é felicidade
bem debaixo do nosso nariz
- Casablanca
Último tango em Paris -
lágrimas tantas...
chuva...
na paisagem de giz.
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