esqueço minhas mãos no fogo,
no vão de portas,
na úmida espera
de tuas coxas crepitando sonho.
no precipício de teus olhos,
brasas imolando nossos corpos,
embalsamados na tragédia.
e das cinzas faço jardim, festa
de sentidos e despedidas.
faço trilhas de caracóis,
faço alecrim em tua nuca,
em teus flancos, entre dedos...
quase um nectar,
escorrendo,
de nossos corpos misturados
e esquecidos...
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