"Imagino a delicadeza. A subtileza.
O toque quase áereo, quase
aereamente brutal.
Ser tocado pelas vozes como ser ferido
pelos dedos, pelos rudes cravos
da planície.
Ser acordado, acordado.
porque cantar é um subterrâneo.
Depois é um pátio.
Imagino que as vozes são escadas.
vozes para atingir um canto.
O canto é meu corpo purificado."
(Herberto Helder, Poemacto)

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