o vinho decanta
séculos
rubis pérolas medalhões
pilhagem noturna
sob os pés da vindima.
náufrago,
ébrio
esperança de tormenta
no peito aberto
de arpões e sangue fresco
não há nau
que escape do desatino
destino
macerado
entre os teus dedos
entre teus seios
embriagadamente
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