o que é que só duas vezes na vida floresce,
que é metade infância,
que é metade distância?
que às vezes contida,
jorra da alma o perfume
que nomearam sorriso?
que arrancada sem capricho,
povoa os telhados
as latas de lixo?
que transformada
em ouro e porcelana,
reabilita, disfarça, engana?
que dá vida aos jardins
de acrílico indolor?
tão linda esta flor
que tenhos nas mãos,
regadas com lágrimas
e silêncio...
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