procuro teus cabelos,
teu colo,
tuas espáduas
de orvalho e alecrim,
no escuro em que me perdi,
areia movediça
dos teus quadris em fúria.
me maltratas,
úmida e quente,
pagã coreografia
que antecede a tempestade.
faíscas e raios
percorrem a espinha
de andarilho incauto.
virado do avesso
colo no teu ouvido
lamentações desatinadas.
peço-te em lágrimas um abraço.
feito um prato de comida,
uma água de beber.
e colas teu corpo ao meu,
obsequiosa,
com o largo e satisfeito sorriso
da trégua.
da inefável agonia da colheita.
da inefável agonia de ser mulher.
ao meu lado.
Bonito como uma reconcialiação (depois do poema anterior)
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