tenho cá comigo
uma lágrima guardada
para noites de agonia...
tão grande e densa
inunda fotografias,
faz boiar toda a mobília
do meu desespero...
reviro gavetas,
levanto tapetes,
atrás de uma bússola
de um biscoito da sorte.
trago cá comigo
uma lágrima guardada
para noites de desespero...
flagelado
esperando sol
que seque
a alma encharcada
vertida em sangue
iluminando a madrugada.
http://www.youtube.com/watch?v=mZxUvJexYAA
ResponderExcluirMeu Deus! Como é engraçado!
ResponderExcluirEu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum
pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
MARIO QUINTANA