estilhaços do tempo
flagelam meu corpo.
um a um os retiro,
um a um brotam ,
feito cogumelos.
dor surda
que atravessa entranhas,
no lume das velas,
estrelas sob lençóis de espanto,
da febre
que consome dias, noites,
séculos em fúria.
é grisalha
a relva no peito:
castiçal do tempo,
senhores de chapéu
e guarda-chuva
um a um retiro os estilhaços.
todos tem nome.
e o nome é só uma diferença.
uma a uma brotam,
orquídeas encarnadas,
na relva grisalha do meu peito.
Coincidencia: estava pensando em orquìdeas e em escrever sobre elas, vi muitas ontem. Gosto desse crescer, dessa vida que surge e brota, seja fungos, sejam flores. Grande abraco.
ResponderExcluir