espremendo
livros e imagens,
impaciência febril
das quase virtudes,
emolduradas
nas baias úmidas
da solidão.
decantando
partituras,
café fresco
que incendeia a noite,
como estrela perdida,
densa floresta de pensamentos.
semeando
a tragédia,
aurora encarnada,
a deixar aceso o dia
- espiral frágil -
enraizado em dor
no ventre constipado
do silêncio.
apalpando
a dúvida,
combustível brotado
da alma fossilizada
de meus ancestrais.
É como me sinto quando passo a madrugada acordada. Bjs
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