quinta-feira, 7 de outubro de 2010

porão

espremendo
livros e imagens,
impaciência febril
das quase virtudes,
emolduradas
nas baias úmidas
da solidão.

decantando
partituras,
café fresco
que incendeia a noite,
como estrela perdida,
densa floresta de pensamentos.

semeando
a tragédia,
aurora encarnada,
a deixar aceso o dia
- espiral frágil -
enraizado em dor
no ventre constipado
do silêncio.

apalpando
a dúvida,
combustível brotado
da alma fossilizada
de meus ancestrais.

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