lanço meu corpo
em sangue,
em saudade,
em notas frias de rodapé.
ao vazio,
ao escuro,
ao vácuo
nebuloso
da saudade.
e a morte,
sem recado,
antes da queda,
quer ainda torturar
com espinhos,
com lembranças,
com a faca seca
de um adeus.
lanço meu corpo,
na vertigem
do teu corpo,
da tua história,
do destino
encapsulado
e frio
de nós dois.
Nenhum comentário:
Postar um comentário