terça-feira, 13 de setembro de 2011

abismo

lanço meu corpo
em sangue,
em saudade,
em notas frias de rodapé.
ao vazio,
ao escuro,
ao vácuo
nebuloso
da saudade.
e a morte,
sem recado,
antes da queda,
quer ainda torturar
com espinhos,
com lembranças,
com a faca seca
de um adeus.

lanço meu corpo,
na vertigem
do teu corpo,
da tua história,
do destino
encapsulado
e frio
de nós dois.

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